28.1.16

Relato de parto - O dia mais feliz de minha vida


Se eu pudesse tirar uma foto neste exato momento, você veria como estou iniciando este texto. Sentada com as pernas dobradas na cama, um travesseiro no colo com meu bebezinho sobre e o not na minha frente. Já apaguei umas dez vezes a mesma palavra. A mãozinha dele esbarra todo hora. Ele só quer ficar no meu colo! Um dos prazeres de ser mãe, o neném apenas se acalenta com seu carinho (É muito amor envolvido). A cena é fofa* entretanto a uma bagagem de “dores deliciosas” vividas para que isto pudesse acontecer. Quem consegue sentir uma dor aguda, porém ao mesmo tempo prazerosa? Não existe outra! Somente a dor do parto! Digo para todos meus amigos que me questiona; Apesar de toda agonia para colocar o Enzo ao mundo, estou disposta a ter outro bebê. Teria “outros” caso o custo de vida social não fosse tão caro! Valores sociais invertidos, os pais ensinam princípios/ morais éticas e o “mundo” transmite o inverso. O desejo (planos futuros) e ter dois filhos mais deixarei para que Deus faça o melhor em minha vida.

Para que eu possa relatar aquelas horas vividas na maternidade preciso voltar uns meses atrás e relatar os três últimos meses de gravidez. Uma das fases mais difíceis de minha vida enfrentar uma gravidez de risco e cogitar a possibilidade de ter meu bebê prematuro com poucas chances de sobrevivência. Foi na ultrassonografia de sete meses que descobri que estava com Placenta Calcificada grau III com apenas 27 semanas. Minha médica me explicou os riscos de falta de oxigênio para o bebê (entre outros problemas) e me solicitou repouso absoluto.  Eu precisava cumprir todas as recomendações médicas, afinal é possível amar uma pessoa sem ao menos ter visto seu rosto, apenas ouvindo o toque do seu coraçãozinho a cada ultra. E os chutes na barriga?! A melhor sensação do mundo! Se passaram os piores três meses de minha vida, na expectativa de tudo acabar logo e o tão almejado final feliz. Respirar aliviada entende?

Com 38 semanas foi marcada minha cesariana (aconselhamento médico devido ao problema). A semana mais intensa e demorada de se passar da minha vida. Contar os minutos e os segundos para chegar logo o dia marcado! Tudo estava programado para o dia 25/11/2015, se tudo tivesse saído conforme o planejado. Ele quis conhecer o mundo um dia antes. Tudo foi feito no tempo do bebe e sou grata por isto. *Coloquei ele na cama, dormiu, hehe* (Inicio do texto).

Era uma manhã de segunda feira e naquela madrugada comecei a ter leves cólicas. Eram tão sutis que não me incomodava nem um pouco, mas sabia que algo diferente estava acontecendo, afinal uma mulher sabe exatamente quando está começando seu trabalho de parto. Naquele mesmo dia precisava ir à maternidade fazer meu último exame antes do tão aguardado dia (Cardiotocografia). Como estava com leves dores e um pouco de sangramento, fui avaliada por um profissional plantonista e confirmado que estava com começo de trabalho de parto e os sangramento eram “normais” afinal meu colo do útero estava dilatando. Voltei pra casa com dois centímetros de dilatação na esperança de quem sabe conseguir um parto normal. Aquele dia foi de completa agonia de idas e vindas a minha médica, sendo avaliada e sentindo minhas contrações aumentarem. E como elas aumentaram!

As 22:30 daquele mesmo dia não estava aguentando mais de tanta dores com sangramento forte. Corri para a maternidade com pressão arterial 16.8. Aguentei até meu máximo. Elas vinham de dois em dois minutos muitoooooooooooo dolorido. Doutora Helena T. Sato decidiu tirar meu Enzo. Nasceu dia 24/11/2015 às 1:24h da madrugada pesando 2.875 Kg.

O momento mais feliz da minha vida, um sentimento inexplicável quando ouvi aquele chorinho pela primeira vez, não contive minhas lagrimas. Quando você está gravida já ama seu filhinho imensamente, porém “esse amor” que você sente Triplica quando escute e vê aquele presente de Deus pela primeira vez. Ser mãe é amar infinitamente e dar vida por um filho caso necessário. Este foi meu relato de parto. É claro que a história não termina aqui. Muitas coisas ainda aconteceram naquele maternidade. Um susto! Mas é assunto para outro post. Exatos 22:25h agora preciso amamentar, ele ainda está dormindo mais vai acordar a qualquer momento. Um beijo. Ká!

*Ultimo exame relatado no texto (Cardiotocografia).*Na maternidade com nosso pacotinho nos braços.

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